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Haddad diz que vai até enfermaria para debater com Bolsonaro

“Erramos. Tínhamos que ter enfrentado essa questão na primeira hora”, afirmou. “Mas temos um legado muito importante, que tem que ser defendido, e temos o melhor programa de governo”, emendou.

Por Portal Terra | 10 de outubro de 2018 às 14:04

 

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, reagiu nesta quarta-feira à decisão do rival Jair Bolsonaro (PSL) de não participar do debate da TV Bandeirantes, nesta semana. Ao ser informado que o adversário alegou restrições médicas a situações de stress, Haddad disse que aceita ir até uma enfermaria para debater.

 

“Eu vou até uma enfermaria na boa, para fazer o debate”, afirmou Haddad. “Ele falou que não quer se estressar? Vou falar docemente, nem altero a voz. Faço o que ele quiser para ele dizer o que pensa”, afirmou Haddad, ao ser informado do cancelamento do debate enquanto concedia entrevista à imprensa estrangeira. “Os brasileiros precisam saber a verdade”, emendou Haddad.

 

O candidato do PT também se queixou de fake news lançadas contra sua campanha e afirmou já ter obtido na Justiça o direito de retirar 33 vídeos do ar. Embora tenha ponderado que o peso das notícias falsas tende a ser menor neste segundo turno, ele reforçou que é necessário o debate direto entre candidatos.

 

“Essa turma da extrema direita não tem pudores em jogar pesado, jogam com o que estiver na mão, passam em cima da sua honra, da sua família.” Ele afirmou ainda ser preciso “conter as mentiras” que seu “adversário está jogando na internet”. E engatou: “Não precisamos mentir sobre Bolsonaro, só mostrar como ele pensa.”

 

Críticas ao economista de Bolsonaro

Haddad também tentou associar o time de seu adversário à política do governo Michel Temer. O petista associou o emedebista ao economista Paulo Guedes, um dos principais conselheiros do candidato do PSL e provável ministro da Fazenda num eventual governo do capitão reformado. “Paulo Guedes é o Temer piorado. E nós vamos reverter essa política”, afirmou, lembrando que a agenda proposta por Guedes é a “agenda do Temer aprofundada”.

 

Questionado sobre os erros cometidos pelo próprio PT durante sua permanência no governo federal, Haddad afirmou que o partido deveria ter enfrentado desde o início as questões relacionadas ao financiamento privado das campanhas e dos partidos políticos.

 

“Erramos. Tínhamos que ter enfrentado essa questão na primeira hora”, afirmou. “Mas temos um legado muito importante, que tem que ser defendido, e temos o melhor programa de governo”, emendou.

 

Haddad prometeu dialogar com todos os setores, caso venha a ser eleito. Mas pontuou que há setores da sociedade que se mostram preocupados com a possibilidade de uma vitória de Bolsonaro. “Todas as centrais sindicais vão dar apoio à minha candidatura, porque têm medo de perder direitos”.

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